sábado, 12 de abril de 2008

A Parreira

Como muita gente que vem á Madeira procura logo um restaurante típico madeirense eu decidi ir ao restaurante que durante anos foi a referência nesta área.
A ultima vez que tinha ido ao restaurante A Parreira já vão uns bons 10 anos e na altura não achei mau, era o que se poderia esperar de um restaurante voltado para o turismo onde a especialidade era a Espetada.
Á chegada o que me saltou á vista foi o facto do restaurante se manter igual a nivel de decoração, o que é bom, visto estar de acordo com o tema tradicional. Já sentado a escolha era fácil, quando num restaurante tradicional, pedir a comida tradicional, espetada.
Sendo 4 pessoas pedimos 3 espetos e respectivos acompanhamentos e um Quinta de Ânfora para manter o corpo quente.
Chegou o vinho que só por si pareceu-me um pouco acído mas com o Bolo do Caco começou a mostrar-se uma boa escolha. Com a chegada da carne e dos acompanhamentos começamos a encher os pratos mas sempre um pouco a medo. O restaurante tinha fama de ter se desleixado na cozinha com o passar dos anos, que a comida não era saborosa, que a escolha da carne era duvidosa, enfim, um cenário quase apocaliptico que se previa normal num local com capacidade para mais de 600 pessoas.
Após a primeira garfada toda essa fama caiu por terra, a carna era tenra e bem temperada, os acompanhamentos eram mais que suficientes para os 4, se bem que pedimos mais, a gula tem destas coisas.
Acabamos o jantar com um café e uma Aldeia Velha, deveria ter sido algo tradicional mas a aguardente caiu mesmo bem.
A conta não me recordo, infelizmente, mas lembro-me que era menos de €50, o que é muito bom.

Entradas: o Bolo do Caco com manteiga d'alho é tradicional e estava bom
Prato principal: a medo lá comemos a espetada que se provou excelente, tinha um pouco de "flor" para lhe dar um melhor gosto mas nem todos gostam. Muito bom
Acompanhamentos: os tradicionais, milho frito e batata frita, nada de saladas e isso, não é tradicional e quem disser que é tá a querer vender gato por lebre
Vinhos: uma variedade agradável, não escolhi o melhor, escolhi o que achei que acompanharia melhor a refeição e o Quinta de Ânfora mostrou-se á altura
Serviço: tendo em conta o espaço, o serviço é bom, é rápido o suficiente para ninguem se chatear
Global: a fama de que a casa tinha piorado veio a provar o contrário, comida de boa qualidade e não é caro. de quarta a sábado tem um grupo folclórico regional a ajudar a criar um ambiente realmente tradicional da Madeira.
Gostei muito e recomendo a todas as pessoas que estiverem interessadas em provar a verdadeira tradição madeirense

Restaurante A Parreira
Caminho da Penteada
Funchal
291741393

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Flavour Shaker

Tentando sempre tornar a cozinha mais rápida e mais fácil dou por mim a procurar algo para esse fim, e foi quando me deparei com o Flavour Shaker. Basicamente o que ele faz é o mesmo que fazemos com o pilão, esmaga as coisas que estão lá dentro devido a uma bola de cerâmica.
Gostei da simplicidade e sendo um produto do Jamie Oliver decidi comprar. Procurei em algumas lojas da especialidade cá na região mas aparentemente ninguém sabia do que estava a falar. Decidi comprar online e fui a um site que supostamente vende tudo, lá o encontrei mas na altura de terminar a encomenda recebo um aviso que não enviam utensilios de cozinha para Portugal...
A esta altura, já desesperado, decidi entrar em contacto com o criador da engenhoca e enviei um email. No dia seguinte recebi a resposta por parte da Silampos, que me informou que o referido produto estará á venda em Portugal durante o mês de Maio e dos locais onde estaria á venda aqui perto.
Pelos videos que vi penso que este será um utensilio de cozinha que poupará muito tempo e tornar-se-á um must na minha cozinha. Cá vão os locais onde estará á venda na ilha da Madeira:

Baganho & Borges Pinto, Lda.
Rua do Sabão, 31
9000-056 Funchal
Tel: 291221745

e

Pereira e Sardinha, Lda.
Rua de S. Pedro, 9
9000-219 Funchal
Tel: 291226333

Para saberem onde o Flavour Shaker estará á venda perto de vocês enviem um email para Lucia Baptista da Silampos que ela enviará a lista

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Poulet Vert

Estava eu ontem á conversa com um amigo meu sobre as maravilhas da mostarda de Dijon quando ele me deu as linhas gerais de uma receita que me pareceu interessante. Fui ao Hiper e infelizmente não haviam alguns ingredientes, decidi então fazer algo diferente mas com a mesma base. E sim, continuo a dar nomes pomposos, sempre lhe dá um ar mais profissional.

Será necessario (2 pessoas):

2 bifes de frango
2 colheres de sopa de molho de soja
3 colheres de cafe de mostarda de dijon
1 limao
2 dentes de alho
10 grãos de pimenta preta
1 pimento verde
1 cebola media
1 tomate
Azeite

Modo de preparação:

Começamos por cortar os bifes de frango em pedaços relativamente pequenos.


No pilão esmagamos os grão de pimenta e o alho e deitamos no frango, lá deitamos também o sumo do limão, o molho de soja e a mostarda de Dijon. Misturamos bem e deixamos de lado durante aproximadamente uma hora pra que todos os sabores sejam absorvidos pelo frango.
Atenção, nesta receita não usamos sal visto o molho de soja e a mostarda já terem sal suficiente.

Numa Wok, ou numa frigideira larga, deitamos o frango com o seu "caldo" e deixamos cozer em lume brando tapando a Wok.

Aproveitamos agora para cortar a cebola, o pimento verde e o tomate grosseiramente como podem ver na imagem abaixo.

Quando o frango estiver perto de cozido juntamos esta verdura, mexemos bem e voltamos a tapar, sempre em lume brando.

Quando o pimento estiver a ficar maleável deixamos mais 5 minutos e já está.

E pronto, uma receita fácil, como sempre, barata e que fica maravilhosa. Acompanhei com arroz visto me parecer o mais indicado e, tal como prometido anteriormente, voltamos a usar a mostarda de Dijon. Bom apetite.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Entremeada Dijon

Quando se pensa em entremeada pensa-se em sal, pimenta e está pronto para o churrasco ou frigideira. É facil, rapido e ninguém se queixa, mas comer sempre a mesma coisa acaba por tornar-se monótono e fartar. Aqui vai uma receita fácil mas com um sabor diferente e mais requintado, graças á mostarda de Dijon que possui um aroma unico.

Para duas pessoas será necessário:

Entremeada
Sal
5 a 10 grãos de pimenta preta
Oregãos
Meia colher de chá de louro moido
2 dentes de alho
3 colheres de chá de mostarda de Dijon
1 colher de sopa de azeite virgem extra
5 gotas de vinagre de vinho branco

Modo de preparação:

Num pilão deitamos o sal, os grãos de pimenta, os oregãos, o louro moido e o alho, esmagamos bem ate ficar tudo desfeito e juntamos a mostarda de Dijon, o azeite e as gotas de vinagre e voltamos a esmagar de modo a ficar numa "papa" homogénea.

Com um pincel ou com as mãos untamos a entremeada com esta papa de modo a cobrir toda a entremeada

Agora é só levar a grelhar. No meu caso foi frito pois só na fase final verifiquei que o meu grelhador se encontrava avariado.

Cá está, fácil, rápido e com um sabor diferente. Pode ser acompanhado com arroz, batata frita ou com uma salada.
Quanto ao seu preço, continua a ser económica esta receita visto a mostarda de Dijon, apesar de ser mais cara que a normal, ser utilizada em pouca quantidade sendo possivel usar em muitas receitas. Bom Apetite.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Arte de bem temperar

Aqui vão umas dicas muito valiosas para que os temperos saiam bem.

1º - Um bom tempero não tem de ser um tempero complexo. Se o tempero levar muitas coisas provavelmente não ficará bom pois irá criar-se uma confusão de sabores na boca.

2º - Cheirar o tempero em preparação, pois geralmente, na cozinha, o que cheira vai saber bem.

3º - Provar sempre o que estamos a preparar de modo a termos a certeza do seu sabor, para não estar nem muito salgado nem muito insonso, etc.

4º - Homogenizar o tempero ajuda a uma melhor refeição. Acontece com algumas pessoas terem partes da sua carne ou peixe com muito sabor e outras sem sabor absolutamente nenhum. Para evitar esta situação á que homogenizar o tempero e isso pode ser feito de uma maneira muito facil.
Junta-se as ervas, pimentas, e tudo o mais que vamos usar para, por exemplo, temperar o bife, deita-se tudo dentro de um pilão e esmagamos. Após estar tudo razoávelmente triturado juntamos um pouco de azeite e voltamos a esmagar, depois é só barrar na totalidade do bife e deste modo o sabor penetra igualmente por toda a carne.

5º - Fazer experiências sozinho. Pode parecer melhor fazer experiências com o tempero quando estamos com mais alguém pois temos uma opinião que não a nossa mas é um erro. As experiências devem ser feitas sozinho para o caso de correr mal. Convem que a namorada ou amiga ou seja lá que for, só se lembre de nós na cozinha pela razão positiva, e nunca por um tempero maluco que sabia a sola de sapato.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Zhou Ji (Chinatown)

Fui a este restaurante chinês numa segunda-feira, ambiente estava calmo, empregados de fartura, o ideal para uma refeição sem demoras. Tal como da outra vez, eramos 4 e começamos por umas imperiais a fim de ler o menu com todo o cuidado.
Começamos por penicar umas óstias de camarão que estavam na mesa enquanto discutiamos o exagero que era a decoração do local. De seguida fomos para a entrada, uns crepes chineses.
O serviço não se fez notar, nem pela positiva nem pela negativa, pois como a casa estava vazia não havia muito cliente por onde se perder. A nós calhou um empregado português, o unico da casa por sinal, rapaz simpatico e que sabia exactamente até onde manter uma conversa.
Com a segunda imperial a caminho chegaram os pratos principais, para mim Pato Pequim, nunca tinha provado e ja me tinham dito maravilhas dessa especialidade e realmente não deixou a casa mal. Para acompanhar foi o já tradicional Arroz Xau Xau que por sua vez mostrou-se demasiado solto.
Acabamos a refeição com um café e uma Aldeia Velha, sim, que a mim ninguem em engana com essa coisa dos licores lá dos rapazes.
No final pagamos cerca de €100 mas a sentir que faltava algo.

Entradas: acho que so existe mesmo os crepes, se existe mais nem vi
Prato principal: excelente o tempero do Pato Pequim, valeu esperar estes anos todos
Acompanhamentos: o arroz estava demasiado solto perdendo assim muita da sua mistica
Vinhos: nao bebemos, preferimos a cerveja
Serviço: com casa vazia as coisa não podem correr mal, empregado de qualidade
Global: apesar de ter gostado dos crepes e de ter achado o Pato Pequim excelente faltou algo, não sei se foi devido ao Arroz Xau Xau me ter decepcionado tanto mas continuei com fome depois da refeição.
Voltarei a esta casa num futuro, mas apenas pelo Pato e pela rapidez da cozinha.

Zhou Ji (Chinatown)
Centro Comercial Monumental - Loja 31
Estrada Monumental, 284
Funchal
291762922

sábado, 5 de abril de 2008

Origem do Vindaloo

Muitos de vocês conhecem o Vindaloo como sendo o prato Indiano picante, provavelmente o mais picante disponivel nos restaurantes. O que não sabem é da origem do Vindaloo.
O termo "Vindaloo" deriva do português "vinha d'alhos". A Vinha d'Alhos foi levada para Goa pelos portugueses e tornou-se uma refeição local servida em ocasiões especiais.
Com o passar do tempo, a receita foi sofrendo alterações de modo a se adequar ao paladar local e assim foram implementadas diversas especiarias e pimentas no prato.
O porco da Vinha d'Alhos foi trocado pelo frango e cordeiro e, nos restaurantes, é servido com batatas. O Vindaloo tradicional não inclui batata mas a palavra "aloo" quer dizer batata em Hindu, provocando alguma confusão
O Vindaloo é extremamente popular em Inglaterra e Nova Zelândia e é considerado o prato mais picante se bem que existe o "Phall" e o "Tindaloo" que são ainda mais picantes mas não se encontram disponiveis em restaurantes.
Se forem à India e pedirem um Vindaloo e lá não conhecerem, não se espantem, pois é um prato tradicional apenas de Goa.